arqui]vos de antropo[logia

[S 7a, –]

[S 7a, 1]

Ingres, Réponse au Rapport sur l’École des Beaux-Arts, Paris, 1863, defende as instituições da Escola diante do ministro das Belas-Artes, a quem é dirigida a resposta, da forma mais áspera. Ele não se posiciona contra o Romantismo. Desde o começo (p. 4), refere-se à indústria: “Agora querem misturar a indústria à arte. A indústria! Nós não queremos isso! Que ela fique onde está e não venha se instalar nos degraus de nossa escola…!” Ingres insiste na importância do desenho como fundamento exclusivo do ensino da pintura. Lidar com cores é algo que se aprenderia em uma semana.


[S 7a, 2]

Daniel Halévy relata que, em sua infância, modelos italianas — mulheres em trajes típicos de Sorrento, com um tamborim na mão — ficavam tagarelando em torno da fonte da Place Pigalle. (Cf. Halévy, Pays Parisiens, Paris, 1932, p. 60).


[S 7a, 3]

A vida das flores no Jugendstil: um arco se estende desde as Fleurs du Mal, passando sobre as almas florais de Odilon Redon, até as orquídeas que Proust mescla à vida erótica de Swann.


[S 7a, 4]

As “mães malvadas” de Segantini, enquanto tema do Jugendstil, são parentes próximas das lesbiennes. A mulher depravada mantém-se longe da fertilidade, assim como mantém-se longe dela o sacerdote. De fato, o Jugendstil descreve duas linhas distintas. A da perversão conduz de Baudelaire a Wilde e Beardsley; a linha hierática vai de Mallarmé a George. Finalmente, delineia-se mais fortemente uma terceira linha, a única que extrapolou o domínio da arte. Trata-se da linha da emancipação que, partindo das Fleurs du Mal, liga os subterrâneos de onde surgiu o Tagebuch einer Verlorenen [Diário de uma Garota Perdida] aos pontos culminantes de Zaratustra (Este é o sentido que se pode atribuir à observação de Capus).

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[S 7a, 5]

O tema da infertilidade: as personagens femininas de Ibsen não dormem com seus maridos; elas caminham “de mãos dadas” com eles ao encontro de algo terrível.


[S 7a, 6]

O perverso olhar floral de Odilon Redon.