arqui]vos de antropo[logia

[K 5a, –]

[K 5a, 1]

Mas não, O Oriente vos chama
Ide fecundar seus desertos,
Fazei gigantes nos ares
As torres da cidade nova.

E Maynard, “L’avenir est beau”, in: Foi Nouvelle: Chants et Chansons de Barrault, Vinçard… 1831 a 1834, Paris, 1 jan. 1835, fascículo I, p. 81. Sobre o tema do deserto, comparar, Chant des industriels”, de Rouget de Lisle, e “Le désert”, de Félicien David.


[K 5a, 2]

Paris no ano de 2855: “A cidade tem trinta léguas de circunferência. Versailles e Fontainebleau, bairros perdidos entre tantos outros, projetam sobre periferias menos pacíficas os refrescantes perfumes de suas árvores vinte vezes centenárias. Sèvres, convertido em mercado permanente dos chineses, nossos compatriotas desde a guerra de 2850, exibe … seus pagodes com sinos retumbantes, entre os quais existe ainda a manufatura de outrora reconstruída em porcelana a moda da rainha.” Arsène Houssaye, “Le Paris futur”, in: Paris et les Parisiens au XIX Siècle, Paris, 1856, p. 459.


[K 5a, 3]

Chateaubriand sobre o obelisco da Place de la Concorde: “Chegará a hora em que o obelisco do deserto encontrará, na Praça dos Assassinos, o silêncio e a solidão de Luxor.” Cit. em Louis Bertrand, “Discours sur Chateaubriand”, Le Temps, 18 set. 1935.

nota[s] do[s] editor[es]
[E/M] Originalmente erguido na cidade egípcia de Luxor, durante o reinado do faraó Ramses II, o obelisco foi transportado em 1831 para a Place de la Concorde, em Paris. Nesta praça, a antiga Place de la Révolution, funcionava de 1793 a 1795 a guilhotina.


[K 5a, 4]

Saint-Simon propôs “transformar uma montanha da Suíça em uma estátua de Napoleão, que teria em uma das mãos uma cidade habitada, e na outra, um lago.” Conde Gustav von Schlabrendorf, em Paris, sobre acontecimentos e personalidades de sua época [em Carl Gustav Jochmann, Reliquien: Aus seinen nachgelassenen Papieren, ed. org. por Heinrich Zscholcke, vol. I, Hechingen, 1836, p. 146.]


[K 5a, 5]

A Paris noturna em L’Homme Qui Rit. “O pequeno errante sentia a paixão indefinível da cidade adormecida. Esses silêncios de formigueiros paralisados emanam vertigem. Todas essas letargias misturam seus pesadelos, esses sonos são uma multidão.” Cit. em R. Caillois, “Paris, mythe moderne”, Nouvelle Revue Française, XXV, n° 284, 1 maio 1937, P. 691.

nota[s] do[s] editor[es]
[E/M; w.b.] [L’Homme Qui Rit] Romance escrito por Victor Hugo entre 1866 e 1868.